sábado, 3 de dezembro de 2011

As lembranças que guardei de você...

Eu me lembro de cada detalhe, do arrepio que sentia quando você me tocava, das palavras erradas que disse, de quando enlouqueci de saudades, de quando chorei muito depois que você foi embora, me lembro do seu sorriso, de como seus olhos se entregavam quando você não gosta de alguma coisa, me lembro de milhares textos que escrevia no caderno pra você e que nunca entreguei, me lembro de coisas que nem aconteceram que eu só sonhei me lembro dos seus beijos, dos seus abraços, dos encontros, das loucuras, das despedidas, sinto falta de coisas que nunca tive, sinto falta de você que nunca foi meu, sinto falta das palavras que você nunca disse, sinto falta do que agente nunca viveu, do que agente nunca dividiu, do que jamais, dividiremos. Eu adoro a sua sinceridade, a maneira como você me faz sentir idiota, de como me deixa marcas, eu adoro descobrir eu te digo que você não resiste a mim, eu odeio a maneira como você percebe os detalhes, de como você some sem dar satisfações, mas eu adoro quando eu nem preciso dizer tira cinco minutos pra ouvir minhas loucuras, quando puxava meus cabelos e o mundo começava a parar ao meu redor. Eu comecei a sonhar e acreditar que tudo podia acontecer novamente quando te vi andando no meio daquela multidão e te encontrei num encontro que parecia destino, naquele momento eu comecei a acreditar em momentos perfeitos. Aprendi com você a ter coragem, a falar o que o coração transborda, a não temer amar de novo, a ser forte até mesmo quando o mundo desaba na sua frente, aprendi que não se ganha sempre e que perder nunca é o final da estrada.  Se eu amei antes de você, não sei, mas sei que te amei hoje eu sei que te amei, não tenho dúvidas, não tenho medo de admitir isso, de sentir isso. Um dia você será apenas uma página, e outras passaram por cima, serão mais fortes, mais doces, mais sinceras e eu irei amontoar as lembranças suas junto com outras tantas, mas hoje é por ti que eu decido esse texto, esse pedaço de sentimento que traduzir em palavras que talvez não façam sentido, mas que se fazem tão presente a mim...

Nenhum comentário:

Postar um comentário